sábado, 28 de junho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Lua toda Nua - Meu segundo livro!
Pensem em alguém feliz, realizada. Esta sou eu, após receber da editora meu livro Lua toda Nua!!! Ficou lindo! Para compras mandem email para dcveloso@gmail.com
Só 20 reais!
Só 20 reais!
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Memórias do Deserto - Autor Steve Gleidson
Eu era um homem
Perdido no deserto
Viajando pelas areias
Com o destino incerto.
Eternamente correndo atrás de miragens
Tantas miragens avistei,
Que quando via agua não sabia
Se era verdade ou imaginação aquilo que eu via.
Mas por mais agua que eu bebesse
Eu nunca me saciava
Era isso que me matava!
Eu queria que no deserto chovesse
E as gotas caindo do céu
Eu as pudesse beber como mel
Para que todos os meus prantos
E lamentações perecesse.
Alguém pode dizer:
''Não é certo vagar por ai com destino incerto''
E eu vou responder:
''Não quero dizer o que é errado ou o que é certo
Essas são apenas memorias do tempo que eu vivia no deserto.''
http://meuuniversopeculiar.blogspot.com.br/2014/06/memorias-do-deserto.html
terça-feira, 3 de junho de 2014
Quero nossas pipas no céu.
Sempre no horizonte
Da esperança
Sempre com olhar no hoje
Não vale mais a pena chorar
Quero compartilhar teus planos
E se eu também não soubesse
Na verdade ninguém sabe
Que me erga a vitória divina
Que me poupe das horas
Quero ser criança
Quero voltar
Quero voar com minha bicicleta rosa
Sempre que entristecer
Que seja domingo de sol
Preciso de colo agora
Minha força se esvai
Sempre que preciso pensar
Preciso de aconchego
Quero brincar de outra coisa agora
Quero ver nossas pipas no céu.
Da esperança
Sempre com olhar no hoje
Não vale mais a pena chorar
Quero compartilhar teus planos
E se eu também não soubesse
Na verdade ninguém sabe
Que me erga a vitória divina
Que me poupe das horas
Quero ser criança
Quero voltar
Quero voar com minha bicicleta rosa
Sempre que entristecer
Que seja domingo de sol
Preciso de colo agora
Minha força se esvai
Sempre que preciso pensar
Preciso de aconchego
Quero brincar de outra coisa agora
Quero ver nossas pipas no céu.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Quando eu era Educadora Social. parte 03
Quando eu era Educadora Social, por algum tempo trabalhei com uma senhora chamada Judith. Pessoa muito religiosa e de bom coração, passei a pensar nela como uma segunda mãe, carente de mãe que sempre fui....Ela tinha um dom especial, de sempre ir ao encontro de quem mais precisava. Passava a mão em nossos arquivos e dizia:- Precisamos ver essa família, agora! E quando a gente chegava lá, era uma certeza, havia algo que precisávamos fazer naquele momento para ajudar.
Um dia ela falou que havia recebido o pedido de uma "irmã" de sua igreja, para que a gente fosse visitar uma família que estava passando fome, com as crianças fora da escola, com problemas de saúde:
- Vamos lá, na casa da irmã Maria, que ela vai nos levar até a família que necessita de atendimento.
E assim foi. Ao chegar na casa desta senhora, fiquei muito constrangida. Eu não podia olhar nos olhos daquela mulher. Batia um desespero, era como se os olhos dela não fossem humanos. Eram bonitos, azuis. E fui ficando cada vez mais constrangida.Meu coração batia mais forte que o normal. Era como se estivesse vendo algo que não podia ver. Angustiada, chamei a Judith num canto e contei para ela como eu estava me sentindo. Então ela sorriu e disse para eu perguntar para dona Maria o porquê daquilo. Imagina. Como eu perguntaria a alguém o que havia de estranho com ela a ponto de eu não poder olhar em seus olhos? Permaneci quieta. Fomos até a casa da família que seria atendida. Havíamos levado uma cesta básica, que entregamos, fizemos as fichas, coisas de rotina. Eu quieta. Chateada.
- Irmã Maria, por favor, a Desi achou algo estranho nos seus olhos, disse para mim que não consegue nem olhar para eles...Por que não conta sua história?
Eu queria me enfiar debaixo da Kombi da prefeitura! Mas a senhora, apenas deu um sorriso, pediu que eu entrasse em sua casa, abriu uma caixa e começou a me mostrar algumas coisas. Mostrou um daqueles cartões que se entregam em velórios, uma cópia de certidão de óbito e uma foto. A mulher da foto, usava óculos e se parecia muito com ela, embora seus olhos fossem castanhos. Então me contou sua história:
- Sabe, Desi, eu tinha um problema muito sério no coração. Ia fazer uma cirurgia. Mas morri, antes disso! Meus filhos prepararam o velório, levaram meu corpo para a capela do cemitério. Os irmãos da Igreja foram chegando, esperando o pastor para uma última oração. Então eu voltei a vida! Sem nenhum problema no coração! Apenas levantei do caixão, depois do que imaginei ser um sonho bom, onde os anjos do senhor me recebiam...Levantei, tateando pelos meus óculos, porque antes de morrer eu tinha uma alta miopia. Mas percebi que estava vendo perfeitamente sem eles. Só aí dei conta de que levantava de um caixão. Meus filhos choravam, os irmãos gritavam que era um milagre...Os médicos nunca deram explicação para o que aconteceu.Eu acho que era pra mim voltar mesmo, para dar meu testemunho na igreja. Não sei ao certo. Só sei que acordei curada, sem miopia e com os olhos azuis...
Eu acreditei em cada palavra daquela mulher, até porque a Judith havia conhecido ela antes de sua "morte", e era uma pessoa de quem eu jamais duvidaria da palavra. E também havia o fato incontestável de que eu tinha a impressão de que alguém havia arrancado os olhos de outra pessoa e colocado na dona Maria.
Hoje existem cirurgias capazes de mudar a cor dos olhos. Um fato como esse, apareceria nas redes sociais. Naquele tempo, porém não havia nada disso. Foi um acontecimento que não chegou na Tv, até porque na religião de Judith e dona Maria não se assiste Tv...O que eu sei é que meu coração dispara ao lembrar dos olhos daquela mulher. Se aquilo não era um milagre, quem poderia me explicar?
* Alguns nomes e fatos foram modificados.
Um dia ela falou que havia recebido o pedido de uma "irmã" de sua igreja, para que a gente fosse visitar uma família que estava passando fome, com as crianças fora da escola, com problemas de saúde:
- Vamos lá, na casa da irmã Maria, que ela vai nos levar até a família que necessita de atendimento.
E assim foi. Ao chegar na casa desta senhora, fiquei muito constrangida. Eu não podia olhar nos olhos daquela mulher. Batia um desespero, era como se os olhos dela não fossem humanos. Eram bonitos, azuis. E fui ficando cada vez mais constrangida.Meu coração batia mais forte que o normal. Era como se estivesse vendo algo que não podia ver. Angustiada, chamei a Judith num canto e contei para ela como eu estava me sentindo. Então ela sorriu e disse para eu perguntar para dona Maria o porquê daquilo. Imagina. Como eu perguntaria a alguém o que havia de estranho com ela a ponto de eu não poder olhar em seus olhos? Permaneci quieta. Fomos até a casa da família que seria atendida. Havíamos levado uma cesta básica, que entregamos, fizemos as fichas, coisas de rotina. Eu quieta. Chateada.
- Irmã Maria, por favor, a Desi achou algo estranho nos seus olhos, disse para mim que não consegue nem olhar para eles...Por que não conta sua história?
Eu queria me enfiar debaixo da Kombi da prefeitura! Mas a senhora, apenas deu um sorriso, pediu que eu entrasse em sua casa, abriu uma caixa e começou a me mostrar algumas coisas. Mostrou um daqueles cartões que se entregam em velórios, uma cópia de certidão de óbito e uma foto. A mulher da foto, usava óculos e se parecia muito com ela, embora seus olhos fossem castanhos. Então me contou sua história:
- Sabe, Desi, eu tinha um problema muito sério no coração. Ia fazer uma cirurgia. Mas morri, antes disso! Meus filhos prepararam o velório, levaram meu corpo para a capela do cemitério. Os irmãos da Igreja foram chegando, esperando o pastor para uma última oração. Então eu voltei a vida! Sem nenhum problema no coração! Apenas levantei do caixão, depois do que imaginei ser um sonho bom, onde os anjos do senhor me recebiam...Levantei, tateando pelos meus óculos, porque antes de morrer eu tinha uma alta miopia. Mas percebi que estava vendo perfeitamente sem eles. Só aí dei conta de que levantava de um caixão. Meus filhos choravam, os irmãos gritavam que era um milagre...Os médicos nunca deram explicação para o que aconteceu.Eu acho que era pra mim voltar mesmo, para dar meu testemunho na igreja. Não sei ao certo. Só sei que acordei curada, sem miopia e com os olhos azuis...
Eu acreditei em cada palavra daquela mulher, até porque a Judith havia conhecido ela antes de sua "morte", e era uma pessoa de quem eu jamais duvidaria da palavra. E também havia o fato incontestável de que eu tinha a impressão de que alguém havia arrancado os olhos de outra pessoa e colocado na dona Maria.
Hoje existem cirurgias capazes de mudar a cor dos olhos. Um fato como esse, apareceria nas redes sociais. Naquele tempo, porém não havia nada disso. Foi um acontecimento que não chegou na Tv, até porque na religião de Judith e dona Maria não se assiste Tv...O que eu sei é que meu coração dispara ao lembrar dos olhos daquela mulher. Se aquilo não era um milagre, quem poderia me explicar?
* Alguns nomes e fatos foram modificados.
domingo, 25 de maio de 2014
Quem sabe me torne bela.
Fechei os olhos pra fingir que nada via.
Sonhos são apenas sonhos.
Não luto em guerras perdidas.
Meu melhor amigo se foi.
Mas fui eu que reneguei os dons.
E chorei sem ninguém perceber.
Minha alma partiu com ele.
Vou esperar por mais mil anos.
Quem sabe, me torne bela.
E cheia de encantos que nunca tive.
Vou esperar por mais mil anos.
Quem sabe, me torne especial.
E conquiste amores que nunca tive.
Minha música virou cliché.
Meu livro me fez chorar.
Meu sentimento me envergonhou.
Estou morta.
Mortos não sentem.
Estou morta.
Mortos não amam.
Fechei os olhos e fingi que não chorava
Perdi a aposta, sem mesmo jogar.
Não luto em guerras perdidas.
Quem sabe me torne bela.
Quem sabe me torne bela.
Quem sabe me torne bela.
Vou esperar por mais mil anos.
Sonhos são apenas sonhos.
Não luto em guerras perdidas.
Meu melhor amigo se foi.
Mas fui eu que reneguei os dons.
E chorei sem ninguém perceber.
Minha alma partiu com ele.
Vou esperar por mais mil anos.
Quem sabe, me torne bela.
E cheia de encantos que nunca tive.
Vou esperar por mais mil anos.
Quem sabe, me torne especial.
E conquiste amores que nunca tive.
Minha música virou cliché.
Meu livro me fez chorar.
Meu sentimento me envergonhou.
Estou morta.
Mortos não sentem.
Estou morta.
Mortos não amam.
Fechei os olhos e fingi que não chorava
Perdi a aposta, sem mesmo jogar.
Não luto em guerras perdidas.
Quem sabe me torne bela.
Quem sabe me torne bela.
Quem sabe me torne bela.
Vou esperar por mais mil anos.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Perfeição
Ele era lindo! Ela podia ficar a noite toda olhando para ele. Aqueles olhos castanhos. .. E a boca. ..Não era só bonito. Era o cara mais inteligente que ela já havia conhecido. Ouvir ele falar era uma das coisas mais gostosas do mundo.
Ele tocava violão. E enquanto tocava as cordas, parecia que o corpo dela vibrava também. Porque podia sentir as mãos deslizando em sua pele. Não. Nenhum homem tinha mãos tão lindas...Nem voz. Ela ficava muda. Queria contemplar a perfeição.
Uma outra música começou. Já não era a voz dele. Como em todos os dias, abriu os olhos e desligou o despertador do celular. Lembrou a contragosto, que tinha que voltar a vida real. E ele, ele não existia. Ou melhor, sempre existiria nos seus sonhos...Até despertar novamente.
Ele tocava violão. E enquanto tocava as cordas, parecia que o corpo dela vibrava também. Porque podia sentir as mãos deslizando em sua pele. Não. Nenhum homem tinha mãos tão lindas...Nem voz. Ela ficava muda. Queria contemplar a perfeição.
Uma outra música começou. Já não era a voz dele. Como em todos os dias, abriu os olhos e desligou o despertador do celular. Lembrou a contragosto, que tinha que voltar a vida real. E ele, ele não existia. Ou melhor, sempre existiria nos seus sonhos...Até despertar novamente.
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