Não existe mais nenhuma música
Para descrever o que eu sinto
Nem as que eu mesma escrevi
Não existe mais nenhuma música
Para escrever do que sinto
Se é que um dia existiu
Aprendi a acelerar
E isso vem bem antes de freiar
Não existe nem seguir nem olhar pra trás
O horizonte ficou preso no mapa
Nem sei porque busco coisas
Eu sei nem é pra mim
Neste tosco remendo de frustração
O frio arde porque a cama é grande para alguém só
Ah, se um dia pudesse dizer o que eu digo
Não diria mais nada
Tenho certeza
A música estaria em nós
quarta-feira, 21 de junho de 2017
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Vontade de você
De repente
Aquela vontade de você
De deitar nos teus braços
Fechar os olhos e esquecer
De repente
Aquela sensação de querer ter
Beijos e você apertado no meu corpo
Frio no ar e calor no desejo
Vontade de te agarrar
Vontade de rolar
Vontade de esquecer o mundo
De repente te seguro
De repente te engulo
De repente sou parte tua até o dia amanhecer
Vou colocar um Led pra tocar
Vou sonhar que você está aqui
Nem ligo, se esta noite eu nasci pra me
Apaixonar por você
Aquela vontade de você
De deitar nos teus braços
Fechar os olhos e esquecer
De repente
Aquela sensação de querer ter
Beijos e você apertado no meu corpo
Frio no ar e calor no desejo
Vontade de te agarrar
Vontade de rolar
Vontade de esquecer o mundo
De repente te seguro
De repente te engulo
De repente sou parte tua até o dia amanhecer
Vou colocar um Led pra tocar
Vou sonhar que você está aqui
Nem ligo, se esta noite eu nasci pra me
Apaixonar por você
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Anjo
Eu tive um anjo
Com asas enormes
E ele sabia voar
Eu tive um anjo
Que em duas rodas
Voava ao me acompanhar
Ele me salvou das trevas
Das lágrimas brotando da terra
Eu sentia o abraço, o afago
A proteção
Eu sentia o calor, o abraço
Saudades
Minha moto esquecida num canto
Cheia de pó
Sem você não sei voar
Sem você não vou voar
Fico tonta fico sem ar
Sem meu anjo não posso voar.
Com asas enormes
E ele sabia voar
Eu tive um anjo
Que em duas rodas
Voava ao me acompanhar
Ele me salvou das trevas
Das lágrimas brotando da terra
Eu sentia o abraço, o afago
A proteção
Eu sentia o calor, o abraço
Saudades
Minha moto esquecida num canto
Cheia de pó
Sem você não sei voar
Sem você não vou voar
Fico tonta fico sem ar
Sem meu anjo não posso voar.
segunda-feira, 6 de março de 2017
Capricorniana
Pode me chamar
De coração de gelo
Se quiser
Mas eu sei amar
É, eu tenho coração
Coração, Coração
Amo com uma intensidade
Que você não pode imaginar
Tenho reino próprio
Minha própria cidade
Construí em sonhos
Mas com os pés no chão
Sou capricorniana sim
É, eu tenho coração
É, eu tenho coração
Coração, coração
Não pegue minhas coisas
Não dê palpite na minha vida
Não invada minha privacidade
E terá pra sempre uma grande amizade
Posso parecer fria
Posso não te ligar
Mas sou um doce
Se não me contrariar
Sou capricorniana, mas
Eu tenho coração, coração,
Coração!
De coração de gelo
Se quiser
Mas eu sei amar
É, eu tenho coração
Coração, Coração
Amo com uma intensidade
Que você não pode imaginar
Tenho reino próprio
Minha própria cidade
Construí em sonhos
Mas com os pés no chão
Sou capricorniana sim
É, eu tenho coração
É, eu tenho coração
Coração, coração
Não pegue minhas coisas
Não dê palpite na minha vida
Não invada minha privacidade
E terá pra sempre uma grande amizade
Posso parecer fria
Posso não te ligar
Mas sou um doce
Se não me contrariar
Sou capricorniana, mas
Eu tenho coração, coração,
Coração!
domingo, 29 de janeiro de 2017
Alma cigana
Letra: Desirée Veloso
Melodia: Ernesto Reimann
Moro longe de casa
Tao perto das estrelas
Numa meia água incandescente
No pé de um rabo de cometa
Meus pés tocam a lua
Quando me vejo descalça
De alma pura e sonhos bons
Minha conhecida "Toda Nua"
Os sonhos vão fluindo
Alma de poeta sem parada
Longe longe é minha estrada
Os sonhos vão fluindo
Alma de poeta nessa estrada
Longe longe sem parada
Moro numa esquina qualquer
Perto de uma estrela
Num beco de ventos
Ou num rodapé
Moro longe de casa
Em qualquer página amarelada
Num reboque de Horizonte
Sou poeta da madrugada
Melodia: Ernesto Reimann
Moro longe de casa
Tao perto das estrelas
Numa meia água incandescente
No pé de um rabo de cometa
Meus pés tocam a lua
Quando me vejo descalça
De alma pura e sonhos bons
Minha conhecida "Toda Nua"
Os sonhos vão fluindo
Alma de poeta sem parada
Longe longe é minha estrada
Os sonhos vão fluindo
Alma de poeta nessa estrada
Longe longe sem parada
Moro numa esquina qualquer
Perto de uma estrela
Num beco de ventos
Ou num rodapé
Moro longe de casa
Em qualquer página amarelada
Num reboque de Horizonte
Sou poeta da madrugada
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
MELVIN
(Música que fiz para o nosso gato Melvin. Quando o adotamos, a gente pensava que era uma gatinha, então foi batizado de Melissa. Posteriormente, descobrimos que se tratava de um macho, pra continuar a ser Mel, virou Melvin, o único gato que tem uma música feita por mim!!!)
MELVIN ( Letra e melodia: Desirée Veloso)
MELVIN ( Letra e melodia: Desirée Veloso)
Tom: G
G Am mel,mel,mel,mel,
mel,mel,mel
G Era uma vez
Em De sorte um gato
D Felino arisco
Em Achado no mato
G Suave de gestos
Em Tão nobre gentil
D Guloso sapeca igual
Em Não se viu
G A noite no escuro
Em Saia explorar
D Apartamento de
encantos
Em Para conquistar
G A mulher com o violão
Em Começava a tocar
D Só rock pela noite
Em E ele a escutar
Am mel,mel,mel,mel,
mel,mel,mel
Am
miau,miau,miau,miau,miau,miau
G Uma noite já dormindo
Em As cordas a soar
G Ela levanta
Em Para espiar
G O gato travesso
Em As patinhas
arranhando
D Nas cordas do violão
Em Num rock miando
Am mel,mel,mel,mel,
mel,mel, mel, mel, mel G
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Outra vida
O calor quase a sufocava. Tudo parecia marrom naquelas paisagens. Antes de descer da condução, passou um pente pelos longos cabelos, desembaraçando no que foi possível. Fez o mesmo com a criança. Depois, com um lenço úmido limpou o rosto da menina, que pediu um pouco de água.
- Chegamos filha! Pegue nossas bolsas que eu desço com a menina.
A criança, que devia ter uns cinco anos, ao se ver no espaço livre do pátio, correu brincar com as outras crianças que ali estavam. As duas mulheres foram até o santuário. A menina podia ficar por ali mesmo. Era um mundo seguro, livre de toda e qualquer violência. Quase um mundo perfeito, onde a maldade não existia. A mulher mais nova sabia que nem todos os mundos eram assim. Ela conservava lembranças de outras vidas, em outros mundos e tempos, onde nem todas as pessoas eram boas. Pelo que entendia, os nascidos ali, almas velhas, já sofridas de outras encarnações haviam evoluído ao ponto de viverem uns com os outros na mais perfeita harmonia.
Entraram na capela. Bancos simples de madeira eram ornamentados com almofadas bordadas a mão. Tudo ali era muito colorido e parecia ser presente dos que visitavam o santuário. Helena apertou a mão da mãe, que sorrindo a abençoou com uma oração. Não precisava temer. Só que não era medo. Estava ansiosa. Todas suas certezas haviam se dissipado na poeira da estrada. Aquela seria a primeira vez que o encontraria.
Ele entrou e todos se colocaram de pé. Usava um manto de tecido colorido e óculos escuros que antes de subir no pequeno altar, retirou. Era um objeto bastante necessário naqueles dias de sol forte.
Ela começou a chorar. Era ele. Não reconhecia aqueles olhos puxados, nem a pele escura avermelhada, muito menos seu cabelo preto. Mas sabia quem ele era. Ou o que representavam um para o outro.
- Helena, que bom que você está aqui! Te esperei por muito tempo!
Ela não estranhou ele a conhecer, muito menos saber seu nome naquela vida. Era um homem sábio, quase santo,com muitos poderes. Por isso, tantos o buscavam no santuário.
Ele realizou o culto, como fazia em todos os dias. Ao terminar, os presentes foram conversar ou agradecer, por curas ou milagres. A mãe dela também assim o fez. Depois saiu procurar a menina. Voltariam sem Helena para casa, naquele fim de tarde.
Quando todos os demais se retiraram, ele foi em direção a Helena e a abraçou fortemente como se nunca houvessem ficado separado. Nem sabia por quantas vidas estiveram longe um do outro.
Foram para casa dele, anexa à capela. Deitaram numa cama vermelha. Não eram dois amantes que se encontravam. Eram duas meias almas que por fim, se tornava uma só, na forma de um homem e uma mulher.
**************************************
- Chegamos filha! Pegue nossas bolsas que eu desço com a menina.
A criança, que devia ter uns cinco anos, ao se ver no espaço livre do pátio, correu brincar com as outras crianças que ali estavam. As duas mulheres foram até o santuário. A menina podia ficar por ali mesmo. Era um mundo seguro, livre de toda e qualquer violência. Quase um mundo perfeito, onde a maldade não existia. A mulher mais nova sabia que nem todos os mundos eram assim. Ela conservava lembranças de outras vidas, em outros mundos e tempos, onde nem todas as pessoas eram boas. Pelo que entendia, os nascidos ali, almas velhas, já sofridas de outras encarnações haviam evoluído ao ponto de viverem uns com os outros na mais perfeita harmonia.
Entraram na capela. Bancos simples de madeira eram ornamentados com almofadas bordadas a mão. Tudo ali era muito colorido e parecia ser presente dos que visitavam o santuário. Helena apertou a mão da mãe, que sorrindo a abençoou com uma oração. Não precisava temer. Só que não era medo. Estava ansiosa. Todas suas certezas haviam se dissipado na poeira da estrada. Aquela seria a primeira vez que o encontraria.
Ele entrou e todos se colocaram de pé. Usava um manto de tecido colorido e óculos escuros que antes de subir no pequeno altar, retirou. Era um objeto bastante necessário naqueles dias de sol forte.
Ela começou a chorar. Era ele. Não reconhecia aqueles olhos puxados, nem a pele escura avermelhada, muito menos seu cabelo preto. Mas sabia quem ele era. Ou o que representavam um para o outro.
- Helena, que bom que você está aqui! Te esperei por muito tempo!
Ela não estranhou ele a conhecer, muito menos saber seu nome naquela vida. Era um homem sábio, quase santo,com muitos poderes. Por isso, tantos o buscavam no santuário.
Ele realizou o culto, como fazia em todos os dias. Ao terminar, os presentes foram conversar ou agradecer, por curas ou milagres. A mãe dela também assim o fez. Depois saiu procurar a menina. Voltariam sem Helena para casa, naquele fim de tarde.
Quando todos os demais se retiraram, ele foi em direção a Helena e a abraçou fortemente como se nunca houvessem ficado separado. Nem sabia por quantas vidas estiveram longe um do outro.
Foram para casa dele, anexa à capela. Deitaram numa cama vermelha. Não eram dois amantes que se encontravam. Eram duas meias almas que por fim, se tornava uma só, na forma de um homem e uma mulher.
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Catedral
O deserto
Que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver
Que o céu é maior
Tentei dizer mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar
É deserto
Onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver
Que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e deságua
Dentro de mim
Amanhã devagar
Me diz
Como voltar
Se eu disser
Que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser
Deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar...
Que atravessei
Ninguém me viu passar
Estranha e só
Nem pude ver
Que o céu é maior
Tentei dizer mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar
É deserto
Onde eu te encontrei
Você me viu passar
Correndo só
Nem pude ver
Que o tempo é maior
Olhei pra mim
Me vi assim
Tão perto de chegar
Onde você não está
No silêncio uma catedral
Um templo em mim
Onde eu possa ser imortal
Mas vai existir
Eu sei
Vai ter que existir
Vai resistir nosso lugar
Solidão
Quem pode evitar
Te encontro enfim
Meu coração é secular
Sonha e deságua
Dentro de mim
Amanhã devagar
Me diz
Como voltar
Se eu disser
Que foi por amor
Não vou mentir pra mim
Se eu disser
Deixa pra depois
Não foi sempre assim
Tentei dizer
Mas vi você
Tão longe de chegar
Mas perto de algum lugar...
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