quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Indo para o forno!
Já assinei o contrato e agora é só esperar que apesar da greve dos correios, meu Sedex chegue até a Editora...O arquivo do novo livro já foi enviado por email. Agora começa a parte chata, esperar, esperar, esperar....
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Como se não houvesse amanhã
Quando a gente se conheceu a nossa música era Caribbean Blue, da Enya... e agora essa música parece um prenúncio da partida dele....e toda vez que a gente discutia, eu falava pra ele
que ele era página virada na minha vida... ele ria e dizia que ficaria
comigo até o fim dos meus dias... e eu chorava de escutar aquela música
da Ana Carolina "quem de nós dois"... dizia que era a nossa cara...me sinto tão sozinha sem ele...como se as coisas não fizessem mais sentido...ele era o cara....e eu não tenho nem chance de procurá-lo para consertar as coisas...
Eu nunca gostei de loiros, e naquele instante lembrei de uma grande amiga que dizia que tudo na vida dela estava bem...até aparecer um loiro...daí bagunçava tudo e levava uma vida pra arrumar! Conheci ele no primeiro ano da faculdade, numa festa de um cursinho pré vestibular... na época eu não sabia, mas ele era um dos sócios do cursinho. Parecia que algo me puxava pra ele... foi mágico... respirei fundo e fui falar com ele, simples assim!
Eu estava numa fase que só aparecia homem casado na minha vida, então já imaginando evitar problemas futuros cheguei nele e disse na lata: "você é casado?" Nem "oi" eu disse! Ele me olhou de um jeito que nunca vou esquecer, pois os olhos azuis dele ficaram arregalados, mas só me respondeu "Não"
Eu nunca gostei de loiros, e naquele instante lembrei de uma grande amiga que dizia que tudo na vida dela estava bem...até aparecer um loiro...daí bagunçava tudo e levava uma vida pra arrumar! Conheci ele no primeiro ano da faculdade, numa festa de um cursinho pré vestibular... na época eu não sabia, mas ele era um dos sócios do cursinho. Parecia que algo me puxava pra ele... foi mágico... respirei fundo e fui falar com ele, simples assim!
Eu estava numa fase que só aparecia homem casado na minha vida, então já imaginando evitar problemas futuros cheguei nele e disse na lata: "você é casado?" Nem "oi" eu disse! Ele me olhou de um jeito que nunca vou esquecer, pois os olhos azuis dele ficaram arregalados, mas só me respondeu "Não"
Não perguntou porque fiz aquela pergunta e a gente ficou ali, parado se olhando....então eu disse "ainda bem"...
e ele me deu um sorriso maravilhoso....O mais legal é que nenhum dos dois ficou sem graça... simplesmente rolou a tal da química....seria
muito fácil a gente namorar né? Eu perguntei se ele era casado e a
resposta foi não.... mas esqueci de perguntar o resto dos compromissos...
ele tinha uma noiva.
Ele não ser casado já era um alívio, e a atração que existia entre nós era tão grande, que era impossível existir longe dele. Ficávamos horas escutando música, falando de livros, e virávamos a madrugada....tudo parecia conspirar para que ficássemos perto. Ah, só que do nada, eu lembrava que existia "a noiva", eu pensava nela como o próprio demônio. Era por causa dela que o meu ódio se tornava maior que o meu amor, e então já havia uma briga enorme. Eu queria ele tão perto de mim que o afastava sem perceber.
A gente ia ficando e eu me emputecia porque queria algo sério com ele... mas eu não falava.... aí a gente brigava por qualquer besteira....a gente sumia... sei lá dias, semanas...quem não aguentava, ligava pro outro como se nada tivesse acontecido.... quando ele me ligava, eu só largava ironia e patada.... ele se esquivava, eu não conseguia ficar brava com ele e a gente voltava a se relacionar... tipo assim.... e hoje? Que você vai fazer? Eu dizia, nada.... e ele dizia, passo lá... e eu ok... e eu ficava esperando... e ele vinha e começava tudo de novo como se não tivesse parado.... com ele vinham minhas paranoias com a noiva e eu me irritava de novo... e assim ia...sempre a mesma história, a mesma briga, o mesmo recomeço. Quando eu achava que não ia ter volta, ficava com outro, fingia que não estava sofrendo. E deixava ele saber, e até ver que eu também não estaria disposta a ser a "outra" pra sempre. Que a minha vida também caminhava sem ele.
Numa dessas brigas, sem a gente se falar por um longo tempo, precisei me mudar. Escolhi o apê a toque de caixa, e quando fui assinar os papéis vi que a proprietária tinha o sobrenome dele... mesmo com a gente brigado, liguei na maior cara de pau e perguntei quem era a dita cuja.... ele disse: minha tia, porque? Comecei a rir e disse: Vou ser sua vizinha!!!!! Ele não acreditava... foi uma das poucas vezes que deixei ele sem palavras....e começava nossa ladainha de novo! Agora era mais fácil, pois ele saía de manhãzinha, me cobria e só atravessava a rua...e daí a gente brigava....
Se eu pudesse voltar no tempo e contar para mim mesma tudo o que sei agora, tinha jogado tudo para o alto pra ficar com ele... se eu imaginasse o quanto ele me amava, o quanto eu era importante para ele,
Ele não ser casado já era um alívio, e a atração que existia entre nós era tão grande, que era impossível existir longe dele. Ficávamos horas escutando música, falando de livros, e virávamos a madrugada....tudo parecia conspirar para que ficássemos perto. Ah, só que do nada, eu lembrava que existia "a noiva", eu pensava nela como o próprio demônio. Era por causa dela que o meu ódio se tornava maior que o meu amor, e então já havia uma briga enorme. Eu queria ele tão perto de mim que o afastava sem perceber.
A gente ia ficando e eu me emputecia porque queria algo sério com ele... mas eu não falava.... aí a gente brigava por qualquer besteira....a gente sumia... sei lá dias, semanas...quem não aguentava, ligava pro outro como se nada tivesse acontecido.... quando ele me ligava, eu só largava ironia e patada.... ele se esquivava, eu não conseguia ficar brava com ele e a gente voltava a se relacionar... tipo assim.... e hoje? Que você vai fazer? Eu dizia, nada.... e ele dizia, passo lá... e eu ok... e eu ficava esperando... e ele vinha e começava tudo de novo como se não tivesse parado.... com ele vinham minhas paranoias com a noiva e eu me irritava de novo... e assim ia...sempre a mesma história, a mesma briga, o mesmo recomeço. Quando eu achava que não ia ter volta, ficava com outro, fingia que não estava sofrendo. E deixava ele saber, e até ver que eu também não estaria disposta a ser a "outra" pra sempre. Que a minha vida também caminhava sem ele.
Numa dessas brigas, sem a gente se falar por um longo tempo, precisei me mudar. Escolhi o apê a toque de caixa, e quando fui assinar os papéis vi que a proprietária tinha o sobrenome dele... mesmo com a gente brigado, liguei na maior cara de pau e perguntei quem era a dita cuja.... ele disse: minha tia, porque? Comecei a rir e disse: Vou ser sua vizinha!!!!! Ele não acreditava... foi uma das poucas vezes que deixei ele sem palavras....e começava nossa ladainha de novo! Agora era mais fácil, pois ele saía de manhãzinha, me cobria e só atravessava a rua...e daí a gente brigava....
mas nenhum de nós dois verbalizava isso...era estranho...muita coisa não se disse...na verdade, eu mesma só fui falar o que sentia e ouvir todo o amor que ele havia escondido, três dias antes dele morrer. Eu
disse algumas coisas pra ele que ele nem imaginava que eu pensava daquele jeito....Não sei porque o destino, Deus, o acaso, nos pregou essa peça. Foram dez, quinze, mais anos, com um amor lacrado dentro do peito...então deixamos todas as besteiras de lado. A gente se amava e teríamos a vida toda pela frente. Ele era o meu grande amor. Eu era o grande amor da vida dele. Pronto. E já nem existia mais noiva, os dois estávamos solteiros, livres...Prontos pra nos encontrar. E daí ele infartou. Um homem forte, saudável, com uma vida tranquila e prestes a me encontrar...De todas as maldades da vida, por esta eu jamais poderia esperar. Na verdade, acho que ainda não acredito...
" É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há." Legião Urbana
disse algumas coisas pra ele que ele nem imaginava que eu pensava daquele jeito....Não sei porque o destino, Deus, o acaso, nos pregou essa peça. Foram dez, quinze, mais anos, com um amor lacrado dentro do peito...então deixamos todas as besteiras de lado. A gente se amava e teríamos a vida toda pela frente. Ele era o meu grande amor. Eu era o grande amor da vida dele. Pronto. E já nem existia mais noiva, os dois estávamos solteiros, livres...Prontos pra nos encontrar. E daí ele infartou. Um homem forte, saudável, com uma vida tranquila e prestes a me encontrar...De todas as maldades da vida, por esta eu jamais poderia esperar. Na verdade, acho que ainda não acredito...
" É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há." Legião Urbana
http://www.vagalume.com.br/enya/caribbean-blue-traducao.html
http://www.vagalume.com.br/ana-carolina/quem-de-nos-dois.html
..
* História em memória de Fabiano Varassin e dedicada a minha grande amiga/irmã.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Agora é só na base do empréstimo...
Razão de ser
(Paulo Leminski)
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
domingo, 21 de julho de 2013
O texto a seguir foi copiado e postado com autorização da autora, Clarissa Côrrea
Já
fugi de alguns lugares, pessoas e situações, mas nunca consegui fugir
de mim. Posso já ter me ausentado, ter dito ei-volta-amanhã, ter
trancado a porta, ter esquecido a chave do lado de dentro, ter deixado
as luzes apagadas, ter perdido a hora, ter desligado o despertador, ter
esquecido de esquecer, ter fingido um sono profundo ou uma preguiça
boba, mas nunca soube fazer as malas e ir embora da minha alma.
Ninguém vai resolver a minha vida, pagar as minhas contas, me colocar no
colo e dizer não-te-preocupa-que-vai- passar, me servir um chá com
biscoitos, deixar a casa em ordem e a mente equilibrada. Se eu não
arregaçar as mangas, der um suspiro fundo e andar para a frente a minha
vida vai ficar empacada. Até o fim do mundo.
Não vou negar que por
alguns momentos fiquei vendo momentos da minha vida passarem pela
janela. E eu ficava ali, observando, atônita, paralisada, sem coragem de
agarrar as oportunidades com determinação. Mas uma hora alguma coisa me
chacoalhou por dentro, me balançou, me fez abrir os olhos e entender
que tudo é passageiro. Hoje eu sou uma e amanhã posso ser outra. A gente
vai aprendendo com o tempo, os dias, as marés. E esse aprendizado vira
marca, vira tatuagem, vira história de vida.
Nunca quis que me
vissem como a pobre garotinha indefesa. Tenho muita força, garra,
vontade. Muitas vezes me perco no meio dessa teia de pensamentos,
sonhos, anseios. De vez em quando não sei o que fazer pra sossegar o
coração, aquietar a alma, tranquilizar a mente, que tanto me
desassossega. Então pareço perdida num labirinto interno e secreto,
tentando desesperadamente achar a saída mais próxima e me desfazer do
que atormenta e aflige.
Carrego no peito todos os sorrisos e
lágrimas que já distribuí. Levo na alma todos que me são fundamentais.
Trago comigo as boas lembranças e algumas marcas e cicatrizes que não se
desfazem com o passar do tempo. Sei que um dia tudo vai ficar mais
claro, mais tranquilo, mais cheio de harmonia. E torço para que todas as
pessoas consigam perceber que não importa o que elas façam ou da onde
elas venham, no fundo somos todos iguais. Querendo ou não.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Lembranças de neve.
Fiquei assustada quando fiz as contas. Dois anos e seis meses, eu era quase um bebê! Mas lembro tão bem que posso contar cada detalhe. Meus tios fazendo boneco de neve em cima do Corcel vermelho do meu pai. Aquela coisa geladinha caindo sobre meu nariz. Minha vó estendendo um tapete no gramado para neve cair e ficar limpinha e eu poder brincar...Eu e a Cris, que saudade me deu da Cristiane!
Eu adorava a Cris, era minha companheira, com ela passava tardes e tardes cortando bonequinhas de papel, brincando de equilibrista em cima do muro ou nadando no tanquinho destinado à carpas e tartarugas no jardim de inverno da minha avó.
Quando a neve cobriu todo o tapete, meio sem saber como brincar com a novidade, fomos fazendo castelinhos como na areia da praia. Delícia de brincadeira! Até que meus pes começaram a amortecer, e doíam tanto, tanto que eu já não podia andar. A Cris, assustada me levou para minha avó:
- Mãe, a Desi tá chorando de dor nos pés, acho que foi a neve que machucou os pes dela!
Então minha avó me colocou sobre o balcão da cozinha, ligou um aquecedor que era acoplado num liquinho e deixou meus pés esquentando enquanto forrava minha botinha de couro com jornal.
- É a umidade que faz congelar, vocês podem brincar mas precisam cuidar para manter o corpo todo seco, e agora quero que corram pela casa, até os pés voltarem a temperatura normal...depois podem brincar na neve.
Gostaria que alguém tivesse filmado, provavelmente a neve pegou meu pai e avô desprevenidos...tiraram muitas fotos, mas só tenho em slides, acho que era moda na época, fazer slide de tudo...depois passar para as visitas, nas tardes de domingo, junto com as projeções de Super8. Salvamos alguns desses filmes, que meu pai passou para fitas de vídeo e depois para DVD. Coisa linda de ver, todo mundo cabeludo, usando boca de sino! Sem contar as grandes aventuras...meu pai, avô, primos, voando nos Auto Giros, engenhocas construidas por eles mesmos, que voavam milagrosamente depois de serem puxadas com uma corda amarrada ao carro. Tenho algumas imagens sensacionais feitas no Autódromo de Pinhais.
Mas voltando a neve,tudo isso foi porque acabei de ler na internet, uma previsão de neve para Curitiba, na próxima quarta-feira. Acho que seria maravilhoso, depois de trinta e oito anos ver neve em Curitiba. Sabe aquele gostinho de infância? De vontade de sentar no colinho da minha avó, rir dos "causos" do meu avô, de comer uma lata cheia de botão de rosa e escorregar de meias no piso encerado... Acho que só me sobrou, fazer os botões de rosa e comer assistindo esses filmes dos anos 70. E torcer para que pelo menos uma vez na vida tenham acertado na previsão.
http://www.bandab.com.br/jornalismo/instituto-surpreende-e-preve-neve-para-curitiba-na-quarta-feira/
Dedico aos meus queridos avós: Azaury Marés de Souza, Ione Riesemberg Costa. E também em memória da querida (tia adotiva) Cristiane Costa de Souza.
Eu adorava a Cris, era minha companheira, com ela passava tardes e tardes cortando bonequinhas de papel, brincando de equilibrista em cima do muro ou nadando no tanquinho destinado à carpas e tartarugas no jardim de inverno da minha avó.
Quando a neve cobriu todo o tapete, meio sem saber como brincar com a novidade, fomos fazendo castelinhos como na areia da praia. Delícia de brincadeira! Até que meus pes começaram a amortecer, e doíam tanto, tanto que eu já não podia andar. A Cris, assustada me levou para minha avó:
- Mãe, a Desi tá chorando de dor nos pés, acho que foi a neve que machucou os pes dela!
Então minha avó me colocou sobre o balcão da cozinha, ligou um aquecedor que era acoplado num liquinho e deixou meus pés esquentando enquanto forrava minha botinha de couro com jornal.
- É a umidade que faz congelar, vocês podem brincar mas precisam cuidar para manter o corpo todo seco, e agora quero que corram pela casa, até os pés voltarem a temperatura normal...depois podem brincar na neve.
Gostaria que alguém tivesse filmado, provavelmente a neve pegou meu pai e avô desprevenidos...tiraram muitas fotos, mas só tenho em slides, acho que era moda na época, fazer slide de tudo...depois passar para as visitas, nas tardes de domingo, junto com as projeções de Super8. Salvamos alguns desses filmes, que meu pai passou para fitas de vídeo e depois para DVD. Coisa linda de ver, todo mundo cabeludo, usando boca de sino! Sem contar as grandes aventuras...meu pai, avô, primos, voando nos Auto Giros, engenhocas construidas por eles mesmos, que voavam milagrosamente depois de serem puxadas com uma corda amarrada ao carro. Tenho algumas imagens sensacionais feitas no Autódromo de Pinhais.
Mas voltando a neve,tudo isso foi porque acabei de ler na internet, uma previsão de neve para Curitiba, na próxima quarta-feira. Acho que seria maravilhoso, depois de trinta e oito anos ver neve em Curitiba. Sabe aquele gostinho de infância? De vontade de sentar no colinho da minha avó, rir dos "causos" do meu avô, de comer uma lata cheia de botão de rosa e escorregar de meias no piso encerado... Acho que só me sobrou, fazer os botões de rosa e comer assistindo esses filmes dos anos 70. E torcer para que pelo menos uma vez na vida tenham acertado na previsão.
http://www.bandab.com.br/jornalismo/instituto-surpreende-e-preve-neve-para-curitiba-na-quarta-feira/
Dedico aos meus queridos avós: Azaury Marés de Souza, Ione Riesemberg Costa. E também em memória da querida (tia adotiva) Cristiane Costa de Souza.
sábado, 15 de junho de 2013
Leva no olhar.
Era apenas uma noite comum. Daquelas em que a lua ilumina pouco e o frio do sul tira a vontade de sair. Mas ele pegou mais uma jaqueta, a mochila e o violão. O que menos importava era para onde ia. Foi onde o acaso apontou. Onde havia pedras para subir e barulho de água para adormecer.
Acendeu o fogo e olhou o céu sem estrelas. Deixou uma chaleira aquecendo. Queria também aquecer sua alma. Talvez ser parte da fumaça, voando levado ao vento, sem destino e sem porquê. Porque assim devia ser a vida do homem, sem razão ou vontade. Sem desejos nem ambições. Estar ali por estar...não, a verdade é que jamais poderia se enganar. Não era dono da sua vida desde que a olhou pela primeira vez, e já fazia tanto tempo que já nem sabia se era verdade. E ela estava com ele ali. Como estava no trabalho ou em sua casa. Já tinha mandado ela embora tantas vezes que cansou e desistiu. Que ficasse, não importava o motivo. Talvez um dia fosse real. Talvez não. Encostou num tronco e começou a tocar. Tocou até o amanhecer. Caminhou de volta para casa sem pressa alguma. E ela voltou com ele.
http://www.vagalume.com.br/paralamas-do-sucesso/aonde-quer-que-eu-va.html
Acendeu o fogo e olhou o céu sem estrelas. Deixou uma chaleira aquecendo. Queria também aquecer sua alma. Talvez ser parte da fumaça, voando levado ao vento, sem destino e sem porquê. Porque assim devia ser a vida do homem, sem razão ou vontade. Sem desejos nem ambições. Estar ali por estar...não, a verdade é que jamais poderia se enganar. Não era dono da sua vida desde que a olhou pela primeira vez, e já fazia tanto tempo que já nem sabia se era verdade. E ela estava com ele ali. Como estava no trabalho ou em sua casa. Já tinha mandado ela embora tantas vezes que cansou e desistiu. Que ficasse, não importava o motivo. Talvez um dia fosse real. Talvez não. Encostou num tronco e começou a tocar. Tocou até o amanhecer. Caminhou de volta para casa sem pressa alguma. E ela voltou com ele.
http://www.vagalume.com.br/paralamas-do-sucesso/aonde-quer-que-eu-va.html
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Dia da Família
Se hoje eu pudesse desejar alguma coisa para
toda humanidade, eu só queria que toda criança fosse amada, querida,
desejada, educada com amor dentro de sua própria família. Tenho certeza
que assim teríamos crianças e adolescentes felizes dentro
da escola, sem essa imensa carência afetiva que só promove indisciplina
e revolta. Criança educada com amor aprende melhor, respeita seus
colegas e professores. Infelizmente o que eu vejo todos os dias na minha
sala, como pedagoga, são adolescentes que inconcientemente gritam: -
Olhe para mim! - Chame minha atenção! - Me dê um pouco do seu tempo! -
Me faça perceber que alguém se importa comigo!
Criança/adolescente amado é adulto saudável, que tem referências, raízes. Que vai cometer seus erros sim, porque é humano, mais vai se erguer novamente porque tem base sólida. Família é carinho, é conforto, é segurança.
Criança/adolescente amado é adulto saudável, que tem referências, raízes. Que vai cometer seus erros sim, porque é humano, mais vai se erguer novamente porque tem base sólida. Família é carinho, é conforto, é segurança.
Assinar:
Postagens (Atom)