Estava aqui pensando num livro ( que sempre amei) chamado o Longo Inverno, da escritora pioneira norte americana Laura Ingalls Wilder ( por isso tenho minha Laurinha!!!!).
Eles ficaram meses trancados, por conta do inferno feroz... As meninas ( 4 irmãs) estudavam em casa, nunca deixaram de estudar embora uma delas fosse cega ( devido a uma epidemia anterior de escarlatina, narrada em outro livro). Os trens não funcionavam, nem correio, nem entregas, nem telégrafo.
Não tinham nada do que temos agora... Nem internet, nem luz elétrica, nem fartura em mercados, até a lenha acabou, precisavam torcer feno pra queimar e não morrer de frio, o querosene acabou, mas a mãe da família fez uma lamparina com botão, tecido usado e óleo. Apenas o pai da familia saia pra ir na venda local, ter notícias e conseguir algum alimento.
Família grande, de 6 pessoas, de poucos recursos, porém com bastante conhecimento, estudo pra época, a mãe era formada professora, o pai sabia tocar violino.
Cuidaram da casa, leram, estudaram, bordaram, costuraram... Fizeram suas orações, leram a bíblia, cantaram e até dançaram.
SOBREVIVERAM.
A gente também vai!!! Obrigada, Laura Ingalls, você me tornou uma adolescente mais sábia e uma mulher mais forte, principalmente agora!!!!
Desiveloso
( Quem não gosta de ler pode assistir um dos filmes, ou o seriado (dos anos 70) Os Pioneiros, pelo You tube.
sexta-feira, 17 de julho de 2020
terça-feira, 14 de julho de 2020
Denise
Eu sou o tipo de pessoa que evito ao máximo incomodar as pessoas, mas nem todo mundo é assim... Acabei de lembrar de uma história:
Faz uns vinte anos isso, eu morava numa casinha, num bairro longe. E tinha uma vizinha no mesmo terreno. Acho que ela pensava que eu era mercearia grátis, num dia gritava na porta, "Denise, me empresta 1 ovo", no outro era "Denise, me empresta farinha", "Denise, me empresta o aspirador de pó ", "Denise", "Denise", todo dia, toda hora. Minha paciência acabou. Passei a ignorar os chamados dela. Podia morrer gritando "Denise" que eu fingia que nem era comigo! Maldade? Maldade nada! A tal da Denise que atendesse a folgada! Meu nome é Desirée, não Denise!!!!
Faz uns vinte anos isso, eu morava numa casinha, num bairro longe. E tinha uma vizinha no mesmo terreno. Acho que ela pensava que eu era mercearia grátis, num dia gritava na porta, "Denise, me empresta 1 ovo", no outro era "Denise, me empresta farinha", "Denise, me empresta o aspirador de pó ", "Denise", "Denise", todo dia, toda hora. Minha paciência acabou. Passei a ignorar os chamados dela. Podia morrer gritando "Denise" que eu fingia que nem era comigo! Maldade? Maldade nada! A tal da Denise que atendesse a folgada! Meu nome é Desirée, não Denise!!!!
terça-feira, 7 de julho de 2020
Aguardando meu prêmio!
Bom dia, amigos! Vocês lembram do filme (real) Óleos de Lorenzo? HIPOTÉTICAMENTE, se o Covid 19 tem uma capa de gordura, um óleo não poderia ser desenvolvido para "quebrar" esta capa e destruir o vírus dentro do organismo humano? Passei a noite em claro pensando nisso...Por favor, médicos, cientistas, pesquisem isso e depois podem me dar um Prêmio Nobel por SALVAR A HUMANIDADE.
Desiveloso.
Desiveloso.
domingo, 21 de junho de 2020
Tudo pode acontecer, parte 7. A jóia da princesa.
- Pode me ajudar aqui? Preciso comprar um anel de noivado, sou um homem rude, não sei comprar uma jóia pra princesa!
- Rudemente romântico eu diria. Guti, você é um doce. Bem doce, confeitado eu diria. Talvez embrulhado sem muito gosto...
-Estou mal vestido? Com o uniforme da empresa que você escolheu?
- Não. Brincadeira minha! Achei este segundo aqui lindo!!! Joalheria cara, hein? Nem sabia que vendiam pela internet.
- Começaram, depois da pandemia. Vou comprar este então? E o tamanho? Que tamanho eu encomendo?
- Ah, Gutierrez, como posso saber? Nem conheço tua noiva!
-Ah, tem o teu tamanho, que número de anel você usa?
-Alta assim? Como eu? Sério? É bonita? Neste dedo acho que é 18. Deve ser isso.
- Linda! Nunca conheci uma mulher tão linda. Elegante, inteligente!!!
- Tá. Comprou? Bora trabalhar!!!!
-Ficou mal humorada "Doutora"?
- Não. Estou pensando em outras coisas aqui, naqueles tuneis do teu avô...
Já que não dá pra ficar passeando por aí, e se a gente fizesse um rolê subterrâneo? Acha que consegue encontrar a entrada?
- Estão exatamente abaixo do meu porão, na casa que herdei do meu avô. Sexta seria minha folga aqui, o Silva ficará no meu lugar, se você não tiver compromisso, poderia jantar comigo, lá em casa... Aí descemos, e vamos desbravar aqueles túneis...
-Sabe que sonhei com isso minha infância inteira, né? Rodava com uma criançada pelas Mercês procurando a entrada do Túnel... Achei que era pelo Bosque dos Gutiérrez...
- É aí que mora um mistério, Suzana... Mas é algo que só vou te revelar na sexta... Aliás, tenho duas revelações...
- Duas? O que é a outra?
- A outra você saberá... Sexta-feira!!!
sexta-feira, 12 de junho de 2020
O plano
Já descobri tudo! Saiam nas ruas, não usem máscaras, vão pro shopping, invadam uti...
Após 15.000.000 mortos virá declaração bomba : Era COMUNISTA e o plano, exterminar a direita.
Delegada Suzana.
Após 15.000.000 mortos virá declaração bomba : Era COMUNISTA e o plano, exterminar a direita.
Delegada Suzana.
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Covid 19
Tive medo
Mas lembrei ser imortal
Como cada palavra que soltei ao vento
Senti o peso do isolamento
Tive dó dos trabalhadores
E ódio dos que a toa passeavam
Eu avisei quanto aos governantes
Não sei se perdoei os arrependidos
Mesmo no sono não consegui descansar
O mundo se reduziu a janela
Televisão
Celular
Meu abraço foi virtual
Pedi perdão por pecados
Chorei com o Papa
Cozinhei, fiz crochê
Escrevi e de novo chorei
Tive dó das mães, dos pais
Dos avós
Das crianças
E desinfetei tudo o que alguém tocou
Agradeci cada pão
Cada raio de sol
Cada despertar
Tive esperança
Pedi a Deus
Acreditei em cientistas
Tive medo de tosse e espirro
Por fim, me entreguei
A cama, a tv e a tela do celular
Só antes passei um álcool
Pra até a alma, desinfetar.
Mas lembrei ser imortal
Como cada palavra que soltei ao vento
Senti o peso do isolamento
Tive dó dos trabalhadores
E ódio dos que a toa passeavam
Eu avisei quanto aos governantes
Não sei se perdoei os arrependidos
Mesmo no sono não consegui descansar
O mundo se reduziu a janela
Televisão
Celular
Meu abraço foi virtual
Pedi perdão por pecados
Chorei com o Papa
Cozinhei, fiz crochê
Escrevi e de novo chorei
Tive dó das mães, dos pais
Dos avós
Das crianças
E desinfetei tudo o que alguém tocou
Agradeci cada pão
Cada raio de sol
Cada despertar
Tive esperança
Pedi a Deus
Acreditei em cientistas
Tive medo de tosse e espirro
Por fim, me entreguei
A cama, a tv e a tela do celular
Só antes passei um álcool
Pra até a alma, desinfetar.
sábado, 21 de março de 2020
Quarentena
Abri a boca e chorei a toa aqui.
A toa, não.
Chorei essa dor do mundo que faz o ar ficar pesado.
Faz os gatos amuados,
Sem vontade de brincar.
A gente esquece que tem rinite, e a cada espirro, o coração acelera, é de assustar.
Vê a temperatura porque o nariz trancou.
Sempre trancou. Mas agora...
Agora a solidão dói mais.
Agora que a rua está deserta
Ninguém pensa em festa.
A gente conta quantos sacos de feijão tem no armário.
Até tenta, jogar baralho.
Mas, cara, caramba.
A cabeça vai a mil
Não desguda do celular
Putz, quem previu?
Não quero desanimar.
Só mais um dia, só mais uma noite
Só mais sete, catorze, e poxa, vamos fazer poema.
Deus nos salva
E nos tira da quarentena.
A toa, não.
Chorei essa dor do mundo que faz o ar ficar pesado.
Faz os gatos amuados,
Sem vontade de brincar.
A gente esquece que tem rinite, e a cada espirro, o coração acelera, é de assustar.
Vê a temperatura porque o nariz trancou.
Sempre trancou. Mas agora...
Agora a solidão dói mais.
Agora que a rua está deserta
Ninguém pensa em festa.
A gente conta quantos sacos de feijão tem no armário.
Até tenta, jogar baralho.
Mas, cara, caramba.
A cabeça vai a mil
Não desguda do celular
Putz, quem previu?
Não quero desanimar.
Só mais um dia, só mais uma noite
Só mais sete, catorze, e poxa, vamos fazer poema.
Deus nos salva
E nos tira da quarentena.
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